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Raio dourado

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V6

Raio Dourado Letra de A. Berkuljan © 2026 [Introdução instrumental] [I] Pela vereda vou andando, sob as folhas que o vento leva, e a chuva, nos teus cabelos, brilha como luz que chega. Um raio de ouro nos toca, tão breve como um olhar; e há coisas que a vida mostra sem nunca as revelar. [Refrão] Raio dourado a passar, luz que o tempo não levou; fica a saudade no ar, fica o que o vento poupou. [II] Dentro de mim, quantos caminhos, quantas perguntas sem voz; procuro em vão o descanso, um pouco de paz em nós. E a encosta sobe, sobe, sem me dizer onde vai; talvez a vida não responda a quem pede respostas demais. [III] A chuva não sabe dos planos, nem do que o tempo escreveu; cada gota encontra o seu rumo, leva um pouco do que é meu. E tudo aquilo que eu julgava certo, e tudo o que pensei saber, desfaz-se no chão molhado como pegadas ao chover. [Refrão] [IV] Nada está escrito no amanhã, nem volta o tempo que passou; a infância perde-se ao longe, na névoa que a vida deixou. E quem procura o que era, quem sonha o que já não vem, leva consigo a memória do que o tempo já não tem. [V] Mas diz o velho ditado: depois das nuvens vem o sol. E a luz desperta na alma o que o silêncio guardou. Renascem velhos desejos, outros começam a nascer; e a manhã abre caminho ao que ainda está por viver. [Refrão final] Raio dourado a passar, luz que o tempo não levou; fica a saudade no ar, fica o que o vento poupou. [Final instrumental]