
(só a voz e o violão, a cidade lá embaixo) [E]De cima do Corcovado a cidade é um [B7]suspi[E]ro; [E]cada janela acesa é alguém com um des[E]tino e um jeito. [Refrão] [E]Silêncio, silêncio em [B7]Rio,[E] [E]que a bossa é a prece leiga que os cariocas inventaram [B7]pra conversar com o infinito sem grito e sem sacrifício. [E]O Cristo abre os braços, a cidade abre o [B7]co[E]ração; [E]e o Pão de Açúcar, sozinho, é o único que fica de [B7]fora da canção. [Refrão] [E]Silêncio, silêncio em Rio, que a bossa é a prece leiga que os cariocas inventaram pra conversar com o infinito sem grito e sem sacrifício. [E]Que horas são, que vida é essa que passa em silêncio e em [B7]sal?[E] [E]A bossa não responde: apenas balança — e é o mais [B7]gental do mundo e do luar. [Refrão] [E]Silêncio, silêncio em Rio, que a bossa é a prece leiga que os cariocas inventaram pra conversar com o infinito sem grito e sem sacrifício. (final: o violão se despede, a voz quase fala) [E]Boa noite, Rio de Janeiro, [E]dorme em paz, [B7]que eu fico aqui: [E]tocando essa bossa baixinha, [E]pra você sonhar o que eu não pude te [B7]dizer — e o que eu sempre quis te disser e não dis[E]se.

