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Desintegração [Tomura Shigaraki/My Hero Academia]

[Intro] Minhas mãos ainda doem… Mesmo quando não tocam nada [Verso 1] Era só uma criança querendo respirar Num lar onde carinho era coisa ilegal “Heróis são tudo”, diziam pra mim Mas ninguém me salvou quando tudo virou pó no quintal Coceira na pele, medo no olhar Cada palavra engolida virava rancor Aprendi cedo que sorrir machuca Quando amor vem misturado com dor Eu chamava por alguém Mas o céu ficou em silêncio Heróis passavam longe Enquanto meu mundo caía em fragmentos [Pré-Refrão] Minhas mãos tremiam Sem saber por quê Eu só queria um abraço Mas toque virou morrer [Refrão] Tudo virou pó Quando eu pedi ajuda Minha casa, meu nome Minha infância muda Se isso é justiça Então eu cuspo nela Se isso é ser herói Eu escolhi ser a ruína dela [Verso 2] Quando acordei no meio da rua Coberto de culpa e cinzas Meu choro não tinha som Meu rosto não tinha vida Eles olharam e desviaram Como se eu fosse sujeira Foi ali que eu aprendi Que ninguém salva quem cheira a desespero Até que uma mão me encontrou Não pra curar, mas pra usar Chamou meu ódio de propósito Deu um nome novo pro meu lugar [Pré-Refrão] Disseram: “destrua” E eu obedeci Porque destruir o mundo Dói menos do que lembrar de mim [Refrão] Tudo virou pó Quando eu pedi ajuda Minha casa, meu nome Minha infância muda Se isso é justiça Então eu cuspo nela Se isso é ser herói Eu escolhi ser a ruína dela [Ponte] Eu não nasci um monstro Eu fui deixado pra trás Cada passo sem socorro Construiu quem sou hoje, demais As mãos no meu rosto Não me deixam esquecer Carrego mortos comigo Porque ninguém me ensinou a viver [Verso 3] Agora me chamam de vilão Como se fosse simples assim Mas vilão é quem vira o rosto Quando uma criança grita no fim Eu não quero o mundo Eu quero que ele sinta A mesma dor ignorada Que me moldou em ruína Se tudo precisa acabar Pra alguém finalmente olhar Então que desmorone inteiro Até ninguém mais se calar [Refrão] Tudo vira pó Quando ninguém escuta Se o sistema falha A tragédia se recruta Eu sou o erro não corrigido A ferida aberta no chão Não sou o mal por escolha Sou o resultado da omissão [Outro] Se alguém tivesse segurado minha mão… Talvez eu não tivesse aprendido A destruir tudo Que eu ainda queria amar.